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Eu sou Netto Rodriguez, sou músico, acadêmico de Jornalismo, Cristão Católico. E sou feliz!!!

domingo, 2 de outubro de 2011

UMA VIDA SOBRE OS TRILHOS

O relato de um ex- ferroviário sobre sua paixão pelos trens.

A cidade de Capitão Enéas, no norte de Minas Gerais, além das largas avenidas planejadas que se tornaram uma marca registrada, se caracteriza, também, por outra particularidade: o município está entre as poucas localidades norte mineiras que possuem acesso direto a malha rodoviária. Contribuinte direto para esse feito, o sr. Domingos Efigênio Ferreira, de 76 anos, aposentou-se na década de 1990, após ter trabalhado 35 anos nos trilhos dos estados de São Paulo, Goiás, Rio de Janeiro e Minas Gerais.


            Segundo Ferreira, na década de 1940, a extinta Estrada de Ferro Central do Brasil EFCB expandiu-se em direção ao nordeste, visando atrair investimentos para a região norte do estado, pois se abria a possibilidade do escoamento de parte da produção da região para os grandes mercados consumidores do país.

Testemunha desse processo, o sr. Domingos, ou “Dudu” como é conhecido na cidade, é natural de Brasília de Minas e iniciou seu trabalho na região de Capitão Enéas no ano de 1955, na função de mecânico e, posteriormente, como operador de máquinas, o que para eleera muito bom, era uma empresa boa de trabalhar, a gente trabalhava 30 dias e vínhamos visitar a família, mas não era muito fácil essa vida  disse.

            Durante toda a conversa, aproveitando a sombra de uma mangueira no quintal de sua casa, Dudu só se lamentou de uma coisa durante seus longos anos como ferroviário, o fato de nenhum dos nove filhos têm seguido seus passos, ele disse que o motivo da sua lamentação, foi o fato de que sempre quando tentava colocar algum dos seus filhos para seguir seus passos nos trilhos, tinha sempre o filho de um engenheiro com a vaga do serviço já reservada.

           
Estação Engenheiro Zander
                foto da antinga estação Engenheiro Zander, no dia da inauguração. FONTE: arquivo pessoal dos moradores.
A antiga estação Burarama, inaugurada em 1944, hoje tem o nome de Engenheiro Zander, dado em homenagem ao profissional que, segundo relato do nosso entrevistado  fez muito pelo trecho da cidade de Capitão Eneás. Em visita à estação, percebe-se a descaracterização do prédio, já sem as antigas janelas e portas de madeira (que foram  substituídas por metal) e o guichê onde as passagens do trem de passageiros eram vendidas.

 Hoje o prédio serve como escritório da FCA – Ferrovia Centro Atlântica, empresa que administra a malha rodoviária em grande parte do país. Além desta estação existem no município, as ruínas de um galpão no povoado de Orion que abrigava parte do maquinário da região eneapolitana. Estes dois prédios abrigavam na época abrigavam também, cerca de 130 funcionários, número que para uma cidade ainda jovem era muito importante.

Mudanças
            O Sr. Domingos participou de duas das mudanças de empresas que administraram o transporte rodoviário em alguns estados do país,  eu iniciei na EFCB- Estrada de Ferro Central do Brasil que foi detentora dos direitos administrativos de 1944 a 1975, e depois me transferia para a RFSA- Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima entre 1975 a 1996 , Ferreira ainda conta que essa época de transição foi importante  porque o nosso honorário aumentou em 60%, como a renda melhorou, fiquei mais tranqüilo para cuidar da minha família,  nós éramos naquele momento funcionários federais .

             Mudanças aconteceram pouco anos depois que o sr. Dudu se aposentou. Entre estas, a privatização da RFSA, que passou a concessão do transporte à FCA, causou impacto direto a todos os que dependiam deste transporte.  fiquei triste ao ver que a privatização só afastaria o nosso povo do trem , disse Dudu. A mudança ocorreu em 1996. Já no ano de 2007, a Companhia Vale do Rio Doce passou a ter 99,9% das ações da FCA, passando a se chamar FCA/CVRD.

                       

Trem de passageiros
             O trem de passageiros faz falta, o trem movimentava a cidade, as pessoas vendiam alimentos quando o trem parava , diz Domingos emocionado ao falar sobre a desativação do transporte de passageiros no trecho de Montes Claros à Monte Azul, no ano de 1996. Essa foi uma das primeiras medidas tomadas pela FCA/CVRD, empresa que se dedica exclusivamente ao transporte de cargas.

O transporte de passageiros era uma atração da cidade, segundo relatos de moradores, a passagem de trem de Montes Claros à Orion custava apenas 0,90 centavos, enquanto a passagem rodoviária custava 5,00 Reais. Era bonito ver o povo viajando, disse Dudu, ele ainda contou que gostava de levar o seu velho instrumento às viagens, o bandolim era seu companheiro fiel, em algumas oportunidades, chegou até a tocar com alguns passageiros que também levavam seus instrumentos em viagem. Esse meio de transporte fazia parte da cultura eneapolitana, famílias inteiras viajavam por toda a região no trem de passageiros.

            O problema efetivado pela exclusão do trem de passageiros poderia ser minimizado se empresas locais pudessem utilizar os vagões para transportar seus produtos, mas as altas tarifas e a burocracia contratual impedem empresas como a multinacional RIMA-S/A com filial em Capitão Enéas de utilizarem esse meio de transporte.

             Toda a relação da cidade das avenidas com o transporte ferroviário se deu por meio do seu fundador que empresta o nome à cidade, Capitão Enéas, que era fazendeiro, recrutava homens de toda a região para trabalhar fabricando dormente, uma peça de madeira utilizada para a construção dos trilhos. Ele sempre chamava Domingos de Crioulo, apelido que segundo Dudu foi dado por alguém que por ele tinha muita estima. Ele ainda relatou - O Capitão era um homem muito bom, e gostava de trabalhar com gente honesta e direita .

            Personagens dessa história da cidade de Capitão Enéas, como o Sr. Domingos, estão se tornando cada vez mais difíceis de encontrar. Existem na cidade pouco mais de 10 ex-ferroviários que viveram o processo de construção dos trilhos eneapolitanos. Eu me orgulho de ter feito parte desse momento histórico da cidade, foi aqui que constitui a minha família, e é aqui que quero continuar o resto da minha vida–.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Cultura sem referência

Com mudanças na pasta de cultura a população volta a ter esperança.








È comum encontrarmos em toda cidade, especialmente nas do interior uma identidade marcante, algo que seja característico daquele lugar, e isso se chama cultura. Bem, em Capitão Enéas no norte de Minas também deveria ser assim, no entanto há muito tempo essa realidade foi de certa forma esquecida pelas autoridades responsáveis, e o reflexo é uma população descrente e desconhecedora dos seus próprios traços culturais.
            Na cidade que ainda é somente conhecida por “cidade das avenidas” pelo traçado inspirado na capital do país às antigas tradições e o folclore de forma muito rápida estão sendo enterrados. Fragmentos dessas tradições ainda existem muito isolados, mas, não existe nenhum grupo ou associação registrado na secretaria de cultura, ou melhor, nem se quer são organizados. Por outro lado, toda a busca de reconhecimento e revitalização por parte dos artistas encontra forte barreira no que deveria ser referencial e apoio, mas a Secretaria Municipal de Cultura há muitos anos não funciona efetivamente.
            Após três longos anos, a pasta da Cultura foi assumida por Eduardo Marcelo, ele tomou posse no dia 01 de junho. Marcelo como é conhecido na cidade é músico e graduado em ciências contábeis pela Unimontes. Ele já assume com a difícil tarefa de trabalhar em prol da sobrevivência e fortalecimento da cultura eneapolitana. Em entrevista ele se mostrou muito preocupado com a situação disse “as ações do município em favor da cultura ainda são fracas e pobres”, sua fala apenas veio confirmar o que artistas e pessoas ligadas a essa área já alertavam há um bom tempo.

“A cultura tem que ser resgatada e, sobretudo tem que ser valorizada em nossa cidade” (Eduardo Marcelo Séc. Municipal de Cultura).

            O maior e triste retrato dessa precária situação da Secretaria Municipal de Cultura é o fato de não existir um local apropriado para a prática artística, não existem prédios de centro cultural, teatro ou conservatório de música. Nem mesmo a própria secretaria tem um local para atendimentos, o novo secretário disse que de prontidão vai buscar meios para ter um local apropriado para o trabalho. E sobre um local adequado como um centro cultural, Marcelo disse que ainda não teve uma conversa com o prefeito Reinaldo a respeito do assunto, mas ressaltou “é viável e muito necessário para a cidade”.
            È inaceitável conviver com essa situação, pois mensalmente a Secretaria Estadual de Cultura de Minas Gerais destina verba aos municípios, além dessas verbas que estão sumindo junto à cultura da cidade, o governo mineiro deixa disponíveis projetos e leis de incentivo e amparo a cultura, o detalhe é que todos os projetos oferecidos são facilmente encontrados para cadastro no site da Secretaria Estadual de Cultura, porém o órgão municipal não deve saber disso, talvez por isso nunca usou tais recursos.

   Esperança
Protagonistas dessa história, os artistas da cidade encontram-se desamparados, é o que diz insatisfeito o artista plástico Roberto Nunes, “é complicado pra quem trabalha com arte, porque falta além do conhecimento da população quanto a valorização artística um espaço adequado para as exposições, é um dos empecilhos para que se divulgue as manifestações artísticas da cidade.” Roberto é acadêmico do 7º período do curso de artes visuais Unimontes, prestes a conclusão do curso ele ainda não consegue viver de arte, é funcionário público, mas, nem por isso deixa de manifestar sua indignação a esse descaso da atual administração. Sobre o perfil da Séc. de Cultura ele frisou um fator que vem predominando na cidade, “as pessoas aqui simplesmente consideram somente festas de bairro como cultura, o setor de cultura só faz festa”. As festas citadas pelo artista são apoiadas e muitas vezes promovidas pela secretaria, talvez seja para esses eventos que estão sendo destinados todos os recursos que deveriam ser usados de forma mais ampla.
            A arte que tem o papel de causar impacto e incomodar, aqui está adormecida. A esperança é que com as mudanças as promessas de palanque sejam cumpridas. As saudosas manifestações “pastorinhas, foliões e artesanatos”, citadas por Roberto na entrevista, são manifestações que representam a sociedade Eneapolitana, espera-se que esses bons tempos de cultura viva voltem  e se fortaleçam.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

ABRAÇO!!!!

Um forte abraço aos novos seguidores do blog.
Conhecidos, desconhecidos e amigos sejam todos bem vindos.
Abraço a todos!!!
Ah! não se esqueçam de comentar, deixem sua opinião.

sábado, 18 de junho de 2011

As heranças políticas ainda deixam marcas na cidade das avenidas

                             

Atual prefeito diz que trouxe para Capitão Enéas uma nova forma de fazer política.





O Prefeito de Capitão Enéas (MG) Reinaldo Landulfo Teixeira- (FOTO: Netto Rodriguez)
O Prefeito da cidade de Capitão Enéas no Norte de Minas, Reinaldo Landulfo Teixeira, disse em entrevista que a cidade está passando por um processo de evolução e amadurecimento político, e que a perpetuação no poder por algumas famílias não foi interessante para o desenvolvimento da cidade.


Desde a emancipação política da cidade em 1963 até 2008, ano da última eleição, as famílias: Rocha, Mineiro e Teixeira se revezam na administração da cidade. Esse fato peculiar e curioso chama a atenção e a necessidade de aprofundar nessa história, que  grande parte da população desconhece a história da própria cidade. Para a historiadora, Edith Pimenta, que realizou um projeto de pesquisa que envolve diretamente a política eneapolitana “os nossos administradores sempre pensaram em benefício próprio, eu acho isso o ponto mais negativo da história da nossa cidade. Eles se esqueceram da população.”


Segundo a historiadora baseada em seus estudos, acidade foi criada para ser uma cidade modelo. Dispõe de traços bem planejados e modernos, que eram característica do ideal de desenvolvimento da época quando foi fundada. No entanto, o “ideal desenvolvimentista foi ofuscado por inúmeros interesses políticos e a perpetuação do poder.” Diz.


O atual prefeito que está no segundo mandato faz parte de uma dessas famílias e já teve como antepassados no cargo seu pai que foi o primeiro prefeito da cidade e, posteriormente, seu irmão que também assumiu a prefeitura. Questionado sobre o assunto, ele destacou que o processo vivido na cidade aconteceu também em diversas cidades de Minas Gerais e de todo Brasil na mesma época. “Nós viemos de um período de força, período de
ditadura, e em Capitão Enéas não foi diferente”. O prefeito atribui ao período de ditadura vivido pelo país o fato de não ter ocorrido naquela época um desenvolvimento diferente. Ressaltou ainda que “se questões que eram privadas como política, economia, o social, a cultura e o meio ambiente, tivessem de fato ocorrido, a cidade já estaria há muito tempo vivendo um novo momento.


A professora aposentada Dona Zezé- (FOTO: Netto Rodriguez)
Há 64 anos morando na cidade, a professora aposentada ainda anseia por mudança, e muito emocionada disse que “só dá pra melhorar politicamente se entrarem outros elementos”. Mudança essa que segundo Reinaldo Teixeira já vem acontecendo desde 2005. Para ele, a forma de governar do passado já não existe mais.
respostas ele tentou dar enfoque a sua forma de administrar e diferir à de seus antecessores, “minha cabeça é outra, não sou diferenciado, sou um cidadão comum, mas tenho uma formação melhor, eu pude trazer para capitão Enéas uma nova forma de fazer política.”
Durante a entrevista com o atual prefeito, foram feitos vários questionamentos sobre a trajetória política da cidade, e em uma de suas 


No ano que antecede as próximas eleições municipais, pode-se perceber a comunidade eneapolitana pouco preocupada com o futuro político da cidade. Existe ainda assunto. Mas jovens, que não viveram parte dessa história já começam a pensar diferente. Para o estudante do Ensino Médio Danilo Rodrigues de 16 anos que em 2012 votará pela primeira vez                                               
“a mudança é de extrema importância, nós não podemos concordar com isso, ainda não mudou nada na cidade, e nós jovens temos que fazer essa diferença.”                      





domingo, 6 de março de 2011

Nota curtinha sobre CARNAVAL

ORIGEM- "O carnaval se originou na Grécia em meados dos anos 600 a 520 a.C. A festa para os gregos era um culto de agradecimento aos deuses pela FERTILIDADE do solo e pela produção". (fonte- Gabriela Cabral- TV Escola)


HOJE- De fato atualmente o carnaval tornou-se a festa mais deturpada do mundo, pessoas aguardam o ano todo "pra" viverem esse momento que dura apenas 4 dias de bagunça, barulho e um "auto" desrespeito. Do sentido original da festa, resta apenas a FERTILIDADE e a produção,ou melhor a reprodução, afinal é o momento mais propício para a reprodução humana,não escrevo isso por escrever, pois números comprovam o auto índice de gravidez ocasionados nessa época do ano. Costumo dizer sobre esse assunto que a frase mais ilustrativa para esse momento talvez seja " Depois de nove meses você ver o resultado" (Grupo é o Tchan), frase meramente vazia porém verdadeira, a galera curte e se curtem sem nenhuma preocupação, as vezes nem se  conhecem. Isso é triste, ser humano sem propósito nenhum e muito menos sem valor moral. 


ESSE VÍDEO MOSTRA TODOS OS NÚMEROS RELACIONADOS AO CARNAVAL,.
http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI121544-17805,00-CONFIRA+TODOS+OS+NUMEROS+DO+CARNAVAL.html











terça-feira, 25 de janeiro de 2011

A vida é uma diversão!



Quando tudo começa, que bom! ainda não nos damos conta o quanto é difícil sorrir aqui fora.
Mas que bom que em simples gestos nos divertimos desde cedo, brincamos com a vida ao perceber segurança e proteção nas mãos que nos carrega.

Dai pra frente, "tocamos a vida" com notas curiosas, acordes de quem quer aprender. São momentos que aprendemos a errar, e em cada erro percebemos que divertir depende antes de tudo não saber, é com certeza a descoberta de um novo que nos faz feliz.


  
 E crescemos criativos, querendo agradar, mostrar como é bom divertir e sendo assim presentear com carinho e "timidez". Nossos medos se revelam, desconfianças aparecem, é o medo de não agradar. E isso faz bem.
 Depois de conquistar o outro, nos divertimos estando com ele, precisando dele pra viver a vida. Ainda cedo descobrimos o valor de uma boa amizade, cultivando-a até que novas conquiste.
 E assim continua a vida, queremos mais e mais conquistar, sempre conquistar, fazendo com que o outro se divirta. Passamos a usar novas armas de conquista, de todos os meios para chamar atenção, porém nenhuma tão eficiente quanto um sorriso.


Descobrimos que nos é concedido a divertida sensação de sermos bobos, de tornarmos tão pequenos diante de tamanho presente. E a partir dai nos revelamos tão protetores quanto aquela mão que antes nos segurava.


Por fim curtimos a vida com total liberdade, é um certo recomeço, é a felicidade estampada no nosso rosto. Viver é bom e divertido, basta que façamos dessa estrada difícil, o caminho para a felicidade.

Netto Rodriguez

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